Veja se você sabe tudo que aconteceu de 1800 pra cá!
(UERJ 2004) "Madame Clementiny, novamente chegada a esta Cidade, tendo dirigido em França por espaço de dez anos uma casa de educação de meninas, propõe-se a dar lições de música vocal, harpa, de piano e de língua francesa." (Gazeta do Rio de Janeiro, 06/08/1817)
A partir dos anos que se seguiram a 1815, o fato de ser francês, como se verifica no anúncio acima, tornou-se um chamativo para o público no Brasil. No entanto, em anos anteriores, os franceses para oferecerem seus serviços, deviam justificar a sua presença como pessoas respeitáveis por seus vastos conhecimentos e retidão. O conjunto de fatores relacionados à conjuntura política europeia que explica esta mudança de hábitos na vida cotidiana do Rio de Janeiro, é:
o fim da época do Terror, com a consequente derrota dos exércitos franceses na Europa
o início da monarquia burguesa de Luís Felipe, com a adoção de uma Carta Constitucional
a derrota dos exércitos napoleônicos, com a consequente restauração dos Bourbon na França
o término da Revolução Francesa, com o advento do governo autoritário de Napoleão Bonaparte
Mais do que saber sobre os conflitos que fazem parte do cotidiano da região há vários anos, para entender a relação entre os povos que habitam o Oriente Médio é necessário compreender o seu cotidiano. E é justamente esse o viés de dois filmes escolhidos pelo GUIA DO ESTUDANTE para tratar do assunto. A animação Persépolis traz a história de uma garota que vivenciou a Revolução Islâmica no Irã e Lemon Tree trata da difícil relação entre israelenses e palestinos.
Filme: Persépolis
Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi (França, 2007)
Com apenas 10 anos, a iraniana Marjane Satrapi acompanha de perto a Revolução Islâmica, que, em 1979, derruba o governo do xá Reza Pahlevi (1919-1980). Com o tempo, a menina, que crescia com uma formação progressista, viu-se diante de uma mudança radical. Com a chegada ao poder do aiatolá Khomeini, o Irã transformou-se em um Estado religioso e os preceitos islâmicos passaram a ser exigidos por lei a todos os cidadãos.
Acreditando que estariam protegendo sua filha, e que dariam uma educação melhor a ela, os pais de Marjane a mandam para a Áustria. Lá, a garota é obrigada a amadurecer sozinha, ao enfrentar a solidão, o preconceito e o forte choque cultural. O filme é uma adaptação da história em quadrinhos homônima, uma série de quatro livros de autoria da própria Marjane Satrapi.
Filme: Lemon Tree
Eran Riklis (Israel/Alemanha/França, 2008)
Uma plantação de limões é o pano de fundo para abordar a questão da difícil convivência entre palestinos e judeus. Ambientado na fronteira da Cisjordânia com Israel, Lemon Tree conta a história da viúva palestina Salma, que vê sua vida ameaçada com a chegada do novo vizinho, o ministro de Defesa de Israel.
Por supostamente ameaçar a segurança do ministro, uma vez que terroristas podem esconder-se entre os limoeiros, a força de segurança israelense exige a derrubada de todos os limoeiros de Salma. A viúva não aceita o fato, pois, além de herança de seu pai, a plantação é sua fonte de sustento, e decide contratar um advogado para garantir seus direitos. O caso é levado à Justiça e chega até a Suprema Corte.
Cinco livros de história e um de literatura deixam qualquer
assunto mais agradável.
Valendo-se de recursos descritivos e narrativos, com a vantagem de poder aliar palavra e imagem para transmitir uma mensagem, é cada vez mais comum no mercado editorial quadrinhos com títulos que narram fatos verídicos e possuem caráter documental e jornalístico, contextualizando fatos históricos e questões contemporâneas.
Obras literárias adaptadas para quadrinhos também está em alta, explorando novas formas de contar a história já consagrada nos livros. Confira cinco dicas do GUIA DO ESTUDANTE para você acertar nas compras:
HISTÓRIA DO SÉCULO 19
D. João Carioca, de Lilia Moritz Schwartz e Spacca
O livro narra a vinda de d. João e da família real portuguesa para o Brasil, em 1808, e o período em que esteve no Rio de Janeiro, onde fundou escolas, o Banco do Brasil, o Jardim Botânico, além de abrir os portos e permitir a criação de negócios locais.
O ilustrador Spacca contou com a intensa pesquisa da historiadora Lilia Schwartz sobre o período colonial brasileiro, o que contribuiu para a fidelidade dos desenhos quanto a roupas e cenários da época.
D. João Carioca, Companhia das Letras, 96 páginas, R$35
HISTÓRIA DO SÉCULO 20
Persépolis e Bordados, de Marjane Satrapi
Em Persépolis, história autobiográfica, Marjane conta como foi presenciar, ainda menina, dentro de uma família moderna e politizada, a Revolução Islâmica de 1979, que mergulhou o país num regime autoritário e repressivo. Na adolescência, além de perder amigos e parentes, ela se vê questionando o regime e seu moralismo, que proíbe músicas estrangeiras, festas e bebidas. A história em quadrinhos virou longa-metragem de animação, em 2007.
Já em Bordados, a autora relembra um encontro entre ela, a irmã, a mãe, a avó, uma tia e outras mulheres. Na reunião, as mulheres discutem relacionamento e sexo, contando histórias que vão da liberação sexual à submissão. Toda a conversa acaba por traçar um quadro da situação da mulher no país islâmico, discutindo feminismo, repressão e liberdades individuais.
Persepólis, Companhia das Letras, 352 páginas, R$43.50
Bordados, Companhia das Letras, 136 páginas, R$35
HISTÓRIA DO SÉCULO 21
À Sombra das Torres Ausentes, de Art Spiegelman
Art Spiegelman, único autor de quadrinhos a ganhar o prêmio Pulitzer de literatura por Maus, conta em À Sombra das Torres Ausentes a história dos atentados terroristas de 11 de setembro, fazendo uma análise crítica e inconformada do governo de George W. Bush e refletindo sobre razões e consequências do episódio. A ilustração da capa também foi capa da revista The New Yorker logo depois dos atentados.
À Sombra das Torres Ausentes, Companhia das Letras, 44 páginas, R$98.
Pyongyang: Uma Viagem à Coreia do Norte, de Guy Delisle
A HQ narra a viagem que Delisle fez à Coreia do Norte, onde conheceu o regime do ditador Kim Jong-Il. Durante a viagem, teve a companhia obrigatória de um guia e tradutor e só conseguiu autorização para a viagem depois de assinar um termo de confidencialidade.
Mesmo assim, decidiu narrar suas experiências nestes quadrinhos, que traçam um retrato irônico e crítico da Coreia do Norte atual, falando de seus habitantes, costumes e realidade política.
Pyongyang, Zarabatana Books, 192 páginas, R$39
LITERATURA BRASILEIRA
Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Edgar Vasques e Flávio Braga
A HQ adapta a obra pré-modernista do escritor Lima Barreto. Trata-se da a história do militar que é tido como louco pelas ideias nacionalistas e ufanistas, buscando soluções para os problemas econômicos, culturais e sociais do país.
O quadrinho não substitui a leitura do romance, mas vale a leitura para conhecer uma obra tão marcante da literatura brasileira na linguagem dos quadrinhos e com o ótimo traço de Edgar Vasquez.
Triste Fim de Policarpo Quaresma, Editora Desiderata, 72 páginas, R$ 44.90
O cemitério de Père Lachaise fica no fim da avenue de la République e é atração turística em Paris. Ali repousam os corpos de celebridades, como Balzac, Oscar Wilde, Chopin, Maria Callas, Isadora Duncan, Allan Kardec... Mas é o túmulo de Jim Morrison, da banda The Doors, o que assusta as autoridades parisienses. Morto em 1971, aos 27 anos, Morrison se tornou uma espécie de mártir de sua geração - teria sido mesmo uma overdose ou foi uma conspiração da CIA para eliminar agitadores como ele, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Brian Jones? Sua tumba virou ponto de peregrinação, culto e vandalismo. No início de maio, quando os americanos lançaram o corpo de Osama bin Laden no mar, cortaram pela raiz a chance de seus seguidores também terem um local para pranteá-lo, para transformar em destino de peregrinação e para manter como foco de propagação de suas ideias. Se a cova de um roqueiro tinha esse poder, do que seria capaz o túmulo de um líder terrorista?
Em geral, quando não se teme mais o inimigo derrotado, os vencedores costumam exibir seu corpo como troféu. Aquiles fez isso na Guerra de Troia, ao arrastar o corpo de Heitor - uma reação natural quando você derrota alguém que o combate há muito tempo. "Provavelmente, muitos nos Estados Unidos gostariam que Barack Obama tivesse preso o abatido Bin Laden a um carro e o arrastasse pelo empoeirado Afeganistão", afirmou o articulista Jacinto Antón, no jornal espanhol El País. "Desonrar e mutilar o líder inimigo caído, converter seu crânio em taça, cortar uma mão ou o cabelo tem sido habitual na história." O problema é quando o inimigo continua perigoso mesmo depois de morto. Nesse caso, a melhor estratégia é sumir com o corpo o quanto antes - foi assim que Roma agiu quando eliminou o general cartaginês Aníbal e Cleópatra.
No século 20, não haveria corpo mais perigoso que o de Adolf Hitler. Ele não ofereceu a oportunidade de ser preso pelos soviéticos (não queria virar troféu dos Aliados). Depois de almoçar, às 15h30 do dia 30 de abril de 1945, seguiu para seu quarto e encontrou a amante Eva Braun (com quem se casara na véspera). Ouviu-se um tiro. Sentado no sofá, Hitler estava ao lado de Eva - ela teria tomado cianureto.
Funcionários leais ao ditador seguiram sua recomendação escrita e tentaram cremar os cadáveres com petróleo numa cratera ao lado do bunker. A história foi confirmada por Traudl Junge, secretária de Hitler, e Rochus Misch, seu guarda-costas. O Exército Vermelho interrogou os sobreviventes e partiu em busca do corpo do führer. Dois dias depois, encontrou o que sobrou da cremação de Hitler e Eva.
Os vencedores, diferentemente do que Hitler temia, não o queriam como troféu - sabiam de seu poder mesmo depois de morto. Por isso, o material foi recolhido e enterrado na cidade de Maddeburg, na antiga Alemanha Oriental, em local conhecido por poucas autoridades. Josef Stálin, em pessoa, deu ordem para que tudo que dissesse respeito aos restos de Hitler fosse transformado em segredo de Estado. O bunker foi destruído em 1947. Ao longo dos anos, temendo que o segredo vazasse e atraísse nazistas em peregrinação, os soviéticos mudaram a tumba várias vezes, até 1970.
O general Vasily Khristoforov, arquivista-chefe do Serviço de Segurança Federal da Rússia, órgão que sucedeu a KGB depois do fim do comunismo, disse recentemente à agência Interfax que documentos da KGB comprovam a ordem de autoridades soviéticas para que os corpos encontrados no bunker fossem destruídos. Agentes teriam feito uma fogueira com o material e só pararam quando tudo virou cinzas, jogadas no rio Shoenebeck. Guardaram-se apenas uma parte de um crânio com um buraco de bala, que acreditava-se ser de Hitler, e um pedaço de mandíbula.
Assistentes do dentista do führer, presos pelos soviéticos, teriam confirmado que a arcada dentária era mesmo do nazista. Aqui o mistério aumenta. O pronunciamento de Khristoforov aconteceu meses depois de cientistas americanos descobrirem que o tal crânio furado pertencia a uma mulher anônima de menos de 40 anos. Análises de DNA, feitas na Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, confirmaram que a única evidência física do suicídio de Hitler não pertencia ao ditador. "Hitler se tornou paradigma quando se fala em algoz. Nesse contexto, ele e Bin Laden se tornam dignos de comparação", diz Ana Maria Dietrich, professora da Universidade Federal do ABC, em São Paulo.
Outro inimigo dos Estados Unidos, Che Guevara (veja ao lado), que prometia criar "um, dois, três, muitos Vietnãs", foi morto em 1967 na Bolívia e teve as mãos decepadas - para identificação por peritos forenses e para esconder sua identidade depois de enterrado. O jornalista americano Jon Lee Anderson, da revista The New Yorker, descobriu o local da cova coletiva onde estaria o corpo de Che, perto de um campo de aviação, ao entrevistar um militar boliviano reformado, em 1995. Os restos mortais foram levados para Havana e atraem milhares de cubanos e turistas estrangeiros ao seu mausoléu. "Com o enterro no mar de Bin Laden, os Estados Unidos supostamente trataram de evitar uma longa e interminável saga de 'onde ele está enterrado?'", escreveu Anderson.
Corpos anônimos
A POLÍTICA DE SUMIR COM O ADVERSÁRIO
CHE GUEVARA
Che Guevara, um dos líderes da revolução cubana, foi morto por militares na Bolívia em 1967, diante de um agente da CIA. As mãos foram cortadas e enviadas para os EUA e ele acabou numa vala comum. Em 1997, depois que se descobriu o paradeiro do corpo, foi repatriado para Cuba, onde ocorreu uma grande celebração. Seu túmulo é ponto de visitação, mas não há a certeza absoluta de que o corpo seja mesmo do argentino.
OLIVER CROMWELL
O militar que derrubou o rei Carlos I e instaurou uma república na Grã-Bretanha, entre 1653 e 1658, morreu de malária - ou foi envenenado. A partir de 1660, com a restauração da monarquia inglesa, Cromwell foi desenterrado para ser "executado postumamente". Uma corrente de historiadores defende que o corpo foi jogado antes no Tâmisa por seus partidários (para não ser vilipendiado).
BENITO MUSSOLINI
O ditador fascista foi fuzilado ao lado da amante por integrantes da resistência nas cercanias do lago. Como, em 1945, quando tentava fugir do país. Seu corpo ficou pendurado de cabeça para baixo por vários dias em Milão e só foi devolvido à família em 1957 (que o enterrou em Predappio, no norte da Itália). Antes, porém, foi roubado por fascistas de uma cova anônima. Sem saber o que fazer com o cadáver, o entregaram a um padre depois de alguns dias.
COMANDANTES NAZISTAS
Os nazistas condenados à morte pelo Tribunal de Nuremberg, ao fim da Segunda Guerra, tiveram os corpos incinerados e jogados no rio Issar. O corpo de Adolf Eichmann, preso por um comando judeu na Argentina e julgado em Israel, foi lançado ao mar. Rudolf Hess, um dos últimos líderes nazistas a morrer (em 1987), teve o corpo devolvido à família sob a condição de que fosse enterrado em segredo.
FONTE: Revista Aventuras na História - Matéria de VINÍCIUS CHEROBINO | 23/05/2011 16h24
Até que enfim uma noticia boa para quem deseja ver seus direitos de consumidor respeitado. A operadora de telefonia móvel, fixo e de sinal de internet TIM, poderá sofrer restrições na comercialização de novos chips no Ceará por não garantir um serviço de qualidade na prestação de serviço do seu sinal telefônico. Nos últimos meses a TIM negligenciou um serviço de qualidade, com a criação de um plano bem atrativo em nível de mercado (infinit pré – 0,25 centavos) ela conseguiu uma grande quantidade de clientes, muito embora não tenha ampliado seu sinal para essa demanda, dessa forma em horário de pico as ligações ficavam congestionadas impedindo a comunicação entre seus usuários. Como a TIM ainda é a operadora com maior abrangência de sinal telefônico no Ceará, os clientes têm pouca opção para migrar para outras operadoras, nesse contexto essa decisão judicial se for cumprida trará muitos benefícios aos consumidores e o respeito que todos merecem. Leia a matéria que foi publicado no jornal O Povo:
A operadora de telefonia TIM está proibida de comercializar ou habilitar novas linhas no Ceará enquanto não comprovar que foram instalados e estão em perfeito funcionamento os equipamentos necessários e suficientes para atender às demandas dos seus consumidores.
Ação Civil Pública pedindo a decisão foi apresentada na quinta-feira, 9, pelo Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon) do Ministério Público do Estado do Ceará. Ainda ontem, o juiz Cid Peixoto do Amaral Neto, da 3ª Vara Cível da Justiça Estadual, atendeu a solicitação e concedeu a liminar.
De acordo com a decisão, a operadora está sujeita a pagar multa diária de R$ 10 mil por linha comercializada enquanto não estiver apta a atender a demanda dos clientes. Ainda cabe recurso e a TIM tem 10 dias para entrar com agravo de instrumento no Tribunal de Justiça do Ceará.
Os educadores Luziano Batista e Cesar Carlos realizaram na semana 30 de Maio a 03 de Junho de 2011 atividades relativas à Semana do Meio Ambiente na turma do Projovem Campo Saberes da Terra Vila Três Bodegas. Na oportunidade foi exibido um vídeo enviado pelos amigos da escola ressaltando uma reportagem exibida no fantástico da rede globo de televisão denominada o mundo de Valentina, trabalhamos também com materiais áudio visual como, por exemplo; clipes da música xote ecológico, vídeos sobre a coleta seletiva do lixo e algumas noções sobre consumo e poluição da água potável do planeta, exibindo o vídeo a carta de 2070.
Foi uma semana muito proveitosa para a aprendizagem e conscientização dos educando. No decorrer dos estudos foi solicitado que se construísse um painel dos problemas ambientais mais graves do ponto de vista dos educando, para posterior apresentação no final da semana, como por unanimidade elencaram o lixo, passamos a trabalhar a idéia da reciclagem e coleta seletiva do lixo. Foi construído três depósitos para colocar lixo – papel, plásticos, vidro e metal, em seguida saímos divulgando essa atividade nas salas de aula dos alunos da Escola Municipal Antonio Ferreira de Carvalho no objetivo de conscientizar a escola da importância da reciclagem.
Confiram abaixo algumas fotografias desse maravilhoso problema momento.
Semana do Meio Ambiente - Dando aulas de reciclagem
Semana do Meio Ambiente - explicando o sentido da coleta seletiva do lixo
Semana do Meio Ambiente - Dando aulas de reciclagem
Semana do Meio Ambiente - Eles ficavam atentos
Semana do Meio Ambiente - era preciso revesar para não cansar a voz
Semana do Meio Ambiente - Dando exemplo com a sacola plástica
Semana do Meio Ambiente - A professora também ficou atenta junto com os alunos
Semana do Meio Ambiente - aqui também
Momento de colocar as embalágens para coleta de lixo em lugar visível
Semana do Meio Ambiente - o que aprenderam reproduziram para seus pais
Eles se juntaram a nós
Atenção redobrada
O projovem marcou presença
Concluimos nossa divulgação - os alunos ja estavam com fome
Os educadores do Projovem Campo Saberes da Terra da Vila Três Bodegas, realizaram no final do mês de Maio a culminância do eixo 3 – Cidadania e políticas públicas. Nessa oportunidade o Educador Luziano Batista trabalhou a construção do conceito de políticas públicas e cidadania dentro da perspectiva histórica, construção de cartazes, estudo da música cidadão de Lúcio Barboza e por fim uma peça teatral denominada o operário em construção que mostrava a cidadania em xeque quando não temos a coragem de buscar nossos direitos. A educadora Maria Socorro Lima trabalhou a questão da dengue como uma atitude cidadã, realizou uma blitz educativa na Vila Três Bodegas no objetivo de conscientizar os educados e comunidade em geral da importância da prevenção e combate a dengue. O educador Cesar Carlos realizou a construção de três projetos de políticas públicas; um que deu certo e estar funcionando trazendo benefícios para a comunidade, outro projeto que não prosperou pela falta de participação e interesse da população, e um projeto que necessita chegar à localidade para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Todas essas atividades foram realizadas no intuito de colaborar no processo de elevação da escolaridade dentro da temática pedagogia alternância, dessa forma melhorar a qualificação social e profissional através dos arcos profissionalizantes propostos para turma de educando. O Projovem Campo Saberes da Terra tem sido um programa de Educação para o Campo que tem colaborado com o ensino aprendizagem de jovens agricultores que ainda não possui o Ensino Fundamental e fornecido qualificação profissional utilizando técnicas sustentáveis para o desenvolvimento da agricultura familiar no interior cearense. A duração para a conclusão do curso é de 24 meses, aqui na cidade de Icó estaremos completando a conclusão das primeiras turmas em Outubro de 2011. Esperamos que nossa cidade seja contemplada com novas turmas para o período 2012 – 2014 e assim a Educação no campo seja revitalizada.
Confiram algumas fotografias desse momento.
Equipes trabalhando o conceito de cidadania
Pousando para foto
Pousando para foto
Equipe trabalhando o conceito de políticas públicas
Pousando para foto
Equipe trabalhando o conceito de atitudes cidadãs e não cidadãs em Tres Bodegas
Cantando a música - cidadão
Para a posteridade
Construção de cartazes
Projetos que deram certo em Três Bodegas - Abordagem sobre Politicas Públicas
Projetos qu não deram certo em Três Bodegas - Abordagem sobre Politicas Públicas
Projetos a serem construidos em Três Bodegas - Abordagem sobre Politicas Públicas
Não se mede o sucesso de um programa tipo Bolsa-Família pela quantidade de pessoas beneficiadas. É certo que o programa tem o objetivo imediato de aliviar a pobreza corrente e oferecer um mínimo de conforto para as famílias mais necessitadas. Mas isso não retira as pessoas dessa condição. Elas continuam dependendo do dinheiro do governo. Nesse caso, trata-se de assistência social, não de um programa de redução e eliminação da pobreza. Como esse objetivo poderia ser atendido? A medida essencial está no progresso escolar das crianças atendidas. A ideia básica para esses programas, desenvolvida no âmbito do Banco Mundial, partiu do seguinte ponto: as famílias mais pobres transmitem a pobreza a seus filhos porque não têm recursos para mandá-los para a escola ou porque precisam do rendimento do trabalho dessas crianças. Sem educação formal, estas não encontram bons empregos e, assim, não têm como escapar da pobreza. Daí o nome técnico do programa - Transferência de Renda com Condicionalidades (Conditional Cash Transfer) - e sua regra básica: a mãe recebe uma renda mínima e mais dinheiro conforme o número de crianças na escola. Trata-se de cobrir aquilo que o menino ou a menina poderiam ganhar trabalhando.
A ideia de entregar o dinheiro partiu da constatação do fracasso de programas antigos, como a distribuição da cesta básica. Em todos os países os problemas se repetiam: corrupção na compra pelo governo, erros na composição da cesta, perdas na distribuição. Auditorias mostravam que, a cada R$ 1 alocado para o programa, menos da metade chegava na casa das famílias pobres. Que tal dar o dinheiro à família? Muitos tecnocratas diziam que isso daria errado, pois as pessoas gastariam tudo com bobagens ou, pior, com bebida, cigarro e jogo. Um equívoco. A prática provou que as famílias sabem cuidar de si, especialmente quando o dinheiro é entregue para a mãe, como é o caso dos atuais programas.A segunda ideia boa foi exigir uma condição. A bolsa está condicionada basicamente à presença da criança na escola e, mais que isso, ao seu progresso na educação (frequentar aulas, passar de ano, etc.). No México Oportunidades, o primeiro programa de âmbito nacional na América Latina, iniciado em 1997 e hoje considerado o mais bem implementado, a bolsa paga por criança aumenta na medida em que esta progride na vida escolar. Vai de US$ 10 (mensais), para alunos do ensino primário, a US$ 58, para os rapazes no 3.º ano do ensino superior, com até 22 anos. As meninas recebem bolsa maior (US$ 66 no ensino universitário) porque são retiradas da escola com mais frequência, para ajudar na casa e no cuidado com os irmãos. Além disso, o México Oportunidades ainda paga uma caderneta de poupança para alunos do ensino médio. Concluindo o curso, eles podem usar o dinheiro para iniciar um negócio ou financiar os estudos universitários.
No Brasil, o Bolsa-Família atende crianças de até 15 anos. Eis, pois, um caminho para aperfeiçoar o programa brasileiro, sobretudo porque há um problema grave de evasão escolar e atraso no ensino médio. Outro ponto que se poderia copiar do México: o programa é auditado por uma instituição independente. Resumo da ópera: o programa pode atender 1/4 da população, como ocorre no Brasil e no México, mas fracassará se as crianças não estiverem avançando na escola. Vai daí que a melhora do ensino público é uma condição essencial. É preciso prestar atenção no foco, porque há sempre uma visão político-clientelista, dinheiro em troca de votos, como, aliás, denunciava Lula em suas campanhas eleitorais antes de ganhar. Ele atacava a distribuição de cesta básica e tíquete de leite, definida como prática eleitoral para ganhar o povo pela barriga. Dizia mais o candidato Lula: "Eles (dirigentes) tratam o povo mais pobre da mesma maneira que Cabral tratou os índios, distribuindo bijuterias e espelhos para ganhar os índios. Hoje, eles (da elite) distribuemalimentos... Tem como lógica manter a política de dominação".
Isso vale para o Bolsa-Família, se o programa for apenas, ou principalmente, de distribuição de dinheiro aos pobres. Há até um argumento econômico a favor dessa distribuição: os beneficiados gastam o dinheiro e movimentam o consumo, de modo que, quanto mais dinheiro dado, melhor. Os pobres continuam pobres, mas gastando o dinheirinho recebido das mãos dos políticos no governo e... votando neles. O que muda tudo é o foco na educação, o efetivo progresso escolar das crianças. Paternidades. O programa Transferência de Renda com Condicionalidades, desenvolvido no Banco Mundial, foi testado no início dos anos 90 em Honduras. No Brasil, a primeira experiência nasceu em Campinas, em 1994, numa iniciativa do prefeito José Roberto Magalhães. Era um Bolsa-Escola. Um ano depois, o então governador Cristovam Buarque introduziu o programa em Brasília. Buarque batalha a ideia desde os anos 80. Colaborou com pesquisadores do Banco Mundial e a Unicef, que estiveram em Brasília, e ajudou o prefeito Magalhães. O primeiro programa nacional em larga escala começou no México, em 1997. O Brasil foi o terceiro país, com o Bolsa-Escola de 2001, governo FHC, numa iniciativa do Comunidade Solidária, de Ruth Cardoso, que participara dos estudos no Banco Mundial. Em 2002, o Bolsa-Escola e outros programas semelhantes atendiam mais de 4 milhões de famílias. No início de 2004, depois do fracasso do Fome Zero, o presidente Lula criou o Bolsa-Família, juntando todos aqueles programas. E ampliou o número de famílias beneficiadas para 12,5 milhões. O risco, hoje, é afrouxar o controle da vida escolar das crianças, tolerar as faltas à escola e acabar levando o programa mais para a distribuição de dinheiro do que o apoio à educação. Ao anunciar a ampliação do Bolsa-Família na semana passada, a presidente Dilma pouco falou da escola.
FONTE: O Estado de São Paulo, 06/06/2011 - São Paulo SP
Esta semana uma notícia assustou muita gente. A OMS, a Organização Mundial de Saúde, anunciou que a radiação dos telefones celulares pode causar câncer cerebral em seres humanos. Assusta mesmo! Segundo os estudos, o uso do celular por mais de 30 minutos por dia, durante dez anos, aumenta em até 40% o risco de uma pessoa desenvolver um tumor cerebral. "Nos últimos 10/15 anos, o volume de radiação eletromagnética que o ser humano está sofrendo, vindo de fontes diversas, não tem precedente na história da humanidade", afirma Marcelo Zuffo, professor da Escola Politécnica da USP.
A equipe de cientistas decidiu fazer o alerta depois de analisar estudos revisados por especialistas sobre a segurança de telefones celulares. Foram encontradas provas suficientes para classificar a exposição às radiações do celular como "possivelmente cancerígena". Ainda que seja só um alerta, é melhor a gente começar a se cuidar. Afinal, só teremos certeza disso daqui a alguns anos. Enquanto isso, a gente pode manter o telefone celular longe da cabeça de duas formas: usando o viva voz ou um fone de ouvido. "Mas não use o fone bluetooth, que também é um elemento irradiante de energia eletromagnética", complementa o professor.
Em resposta à OMS, os fabricantes de celulares disseram que os aparelhos não causam câncer por produzirem ondas de radiação “não-ionizada”, ou seja, fracas demais para causar danos a um DNA. Só o tempo dirá quem tem razão.
“Bullying”. O termo já se incorporou ao nosso vocabulário, e pode ser traduzido como “intimidar” ou “amedrontar” e caracteriza uma agressão física ou moral; uma ação sempre intencional, repetida diversas vezes, baseada quase sempre em preconceito e pura covardia. A verdade é que o problema sempre existiu mas, de uns tempos para cá, cresceram as conseqüências.
Não dá para ignorar a gravidade do assunto: é crime! Seja contra a honra, uma ameaça ou lesão corporal. A tecnologia deu nova cara ao problema: agora o “bullying” também está presente nos e-mails, mensagens de texto no celular, fotos e, principalmente, nas redes sociais. Para muitos pode até parecer exagero, mas só uma vítima real desse tipo de agressão sabe do que estamos falando. Estamos, agora, na era do cyberbullying. "Na internet, isso pode trazer um tipo de sofrimento, mudança de comportamento, que muitas vezes acabam afetando das maneiras mais variadas aquele que está sendo vítima desse tipo de delito. Eu não diria que um ou outro (real ou virtual) é mais grave porque ambos infringem uma situação que é pesada. Mas o que é necessário é a conscientização e, principalmente, educação", afirma José Mariano, delegado investigador de crimes eletrônicos.
No espaço virtual, os xingamentos e provocações atormentam as vítimas constantemente e de forma ainda mais intensa. Antes, o constrangimento estava restrito aos momentos de convívio dentro da escola ou entre colegas. Agora não tem hora... Segundo pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisas norte-americano Pew, 32% dos adolescentes já foram alvo de cyberbullying. O consolo é que, no mundo virtual, é mais fácil identificar o problema e punir os culpados. "Através dessa falsa sensação de proteção do anonimato é que os criminosos acabam praticando condutas cada vez mais graves. Outra situação é que a legislação existe, tanto para a vítima como para o agressor. Juridicamente, no aspecto penal, se você tem um comportamento de natureza criminosa, você precisa responder por isso. Se for um menor o agente causador desse crime, ele vai responder processualmente perante uma vara da infância e da Juventude", completa josé Mariano.
O importante é estar de olhos abertos para que, ao primeiro indício de “bullying” ou agora “cyberbullying”, as devidas providências sejam tomadas. Dica importante: acesse Olhar.